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Rejeitada em salão de artes, camundonga funda conglomerado de mídia
Com sede no forro, o novo conglomerado de mídia tem uma funcionária, e ela só fala de si mesma
Por Simone Mácula · nov 2026
Simone Mácula, a camundonga, está determinada a empurrar goela abaixo de pessoas comuns suas criações e pensamentos. Para isso, fundou a Mácula Comunicações, conglomerado de mídia dedicado a divulgar as próprias artes.
A decisão veio depois de ser rejeitada no primeiro salão de artes em que se inscreveu. “Não me senti ouvida nem vista”, desabafou.
Agora, Simone faz da sua missão falar sobre si mesma e seus trabalhos em todos os buracos negros que existem neste espaço tempo material. Como nenhum deles bastou, criou o seu próprio para espalhar, como um vírus, seus pensamentos não importantes e suas artes mais ou menos.
Será que agora vai?
Entrevista com Simone Mácula
“PÁ! UM QUADRO MEU”
A repórter é a entrevistada. Não havia mais ninguém na redação.
Como recebeu a rejeição do salão?
Com maturidade. Roí um fio de luz e abri uma empresa.
Por que um conglomerado, e não uma exposição?
Por enquanto eu só tenho duas obras... Abrir exposição só com dois quadros na parede é loucura. É a sala da minha mãe. E mais! Não adianta eu continuar produzindo se ninguém vai ver, então tô fazendo meu próprio canal de mídia antes de começar de fato a minha produção. Acho que esse é o melhor caminho.
Quem é o público da Mácula Comunicações?
Todo mundo, qualquer um! Eu vou aparecer pra você quando você menos esperar. PÁ! UM QUADRO MEU. Do nada e PÁ! Tá lá eu de novo. Esse é o meu objetivo.
Suas artes são boas?
Acho que sim. Pra mim é!! Pra alguns salões não... Então temos aí duas opiniões divergentes, mas a que vale é a minha, né? Dona de um veículo de notícias sério, comprometido com a verdade. A minha verdade, mas é UMA VERDADE!!
E se o salão te chamar agora?
Eu vou. Tenho ódio, mas tô com agenda livre. Acredito também que as pessoas podem mudar. Sou fã de segundas chances. Principalmente pra mim.
Sou fã de segundas chances. Principalmente pra mim.
Será que agora vai?
Essa pergunta é minha. Entrevista encerrada.
Revista Mácula · Edição nº 01

